Novo planeta do tamanho da Terra reacende busca por mundos habitáveis

Novo planeta do tamanho da Terra reacende busca por mundos habitáveis

Astrônomos descobrem planeta do tamanho da Terra na zona habitável, aumentando as chances de encontrar água e vida fora do Sistema Solar.

Astrônomos anunciaram a descoberta de um novo exoplaneta com dimensões muito próximas às da Terra que pode estar localizado em uma região favorável à existência de água líquida. O achado reforça as esperanças de que mundos semelhantes ao nosso não sejam raros na Via Láctea.

O planeta, identificado a partir da reanálise de dados astronômicos, está a aproximadamente 146 anos-luz de distância e apresenta características que o colocam entre os candidatos mais interessantes já encontrados na busca por ambientes potencialmente habitáveis fora do Sistema Solar.

Tamanho semelhante e posição estratégica

De acordo com os pesquisadores, o planeta possui tamanho cerca de 6% maior que o da Terra, o que o classifica como um corpo rochoso, e não como um gigante gasoso. Esse detalhe é considerado fundamental, já que planetas sólidos têm maior chance de sustentar superfícies estáveis.

Outro ponto que chama atenção é sua posição em relação à estrela que orbita. O planeta se encontra na chamada zona habitável, região onde as temperaturas permitem, ao menos teoricamente, a presença de água líquida — um dos principais requisitos para a vida como conhecemos.

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O papel da estrela e do clima

A estrela em torno da qual o planeta gira é semelhante ao Sol, porém ligeiramente mais fria e menos luminosa. Isso faz com que o exoplaneta receba menos energia, o que pode resultar em temperaturas médias mais baixas.

Segundo os cientistas, esse fator não descarta a possibilidade de habitabilidade, mas indica que o planeta pode ter um clima frio, dependendo da existência e da composição de sua atmosfera. Uma atmosfera densa, por exemplo, poderia ajudar a reter calor e equilibrar as condições da superfície.

Planeta ainda é um candidato

Apesar do entusiasmo, os pesquisadores alertam que o corpo celeste ainda é classificado como planeta candidato. Isso significa que mais observações são necessárias para confirmar suas características com maior precisão.

Entre as principais incertezas estão:

  • A presença de uma atmosfera;
  • A composição química dessa possível atmosfera;
  • A real temperatura da superfície;
  • A confirmação definitiva de sua órbita e massa.

Atualmente, os cientistas estimam que exista até 50% de chance de o planeta estar realmente dentro da faixa considerada habitável.

A identificação desse exoplaneta é vista como mais um passo importante na tentativa de responder uma das maiores perguntas da ciência moderna: quantos planetas semelhantes à Terra existem no universo?

Além disso, o estudo mostra o valor da reanálise de dados antigos, já que a descoberta foi feita a partir de informações coletadas por telescópios espaciais em missões passadas, como o Kepler, da NASA.

Esse tipo de abordagem tem revelado mundos que passaram despercebidos anteriormente, graças ao avanço das técnicas de análise e dos modelos computacionais.

Os cientistas esperam que observatórios mais avançados, atuais e futuros, possam analisar o planeta com mais detalhes. O objetivo é buscar sinais indiretos de atmosfera, vapor d’água ou outros compostos químicos que indiquem condições favoráveis à vida.

Embora ainda não seja possível afirmar que o planeta abriga vida, a descoberta reforça a ideia de que planetas parecidos com a Terra podem ser mais comuns do que se imaginava.

Nos últimos anos, o número de exoplanetas identificados cresceu rapidamente, e cada nova descoberta amplia o entendimento sobre a diversidade de mundos existentes na galáxia.

Mesmo sem uma confirmação definitiva de habitabilidade, esse novo planeta entra para a lista dos candidatos mais promissores já encontrados e mantém viva a expectativa de que, em algum lugar do cosmos, condições semelhantes às da Terra possam existir.

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