Tempestade de inverno histórica nos EUA deixa mortos, apagões e caos em várias regiões
Tempestade de inverno provoca mortes, apagões e caos nos EUA, com frio extremo, neve intensa e cidades em estado de emergência.
Uma tempestade de inverno considerada uma das mais severas dos últimos anos atingiu os Estados Unidos e deixou um cenário de destruição, medo e transtornos generalizados. Até o momento, 30 pessoas morreram, enquanto mais de 500 mil residências ficaram sem energia elétrica, em meio a nevascas intensas, ventos fortes e temperaturas extremamente baixas.
O fenômeno climático avançou principalmente pelo Centro-Oeste e Nordeste do país, afetando grandes cidades e áreas rurais, paralisando rodovias, cancelando voos e colocando autoridades em alerta máximo. Em algumas regiões, a sensação térmica ficou muito abaixo de zero, aumentando o risco de hipotermia e acidentes.
Mortes causadas pelo frio e acidentes
As autoridades confirmaram que as mortes registradas estão ligadas a diferentes fatores provocados pela tempestade, como:
- Acidentes de trânsito em estradas cobertas por gelo e neve
- Exposição prolongada ao frio extremo, especialmente entre pessoas vulneráveis
- Problemas médicos agravados pelas condições climáticas, como ataques cardíacos
Equipes de emergência relataram dificuldades para chegar a algumas áreas isoladas, já que a neve acumulada bloqueou vias importantes e atrasou o socorro em situações críticas.

Estradas congeladas e viagens interrompidas
Rodovias interestaduais foram total ou parcialmente interditadas, causando longos congestionamentos e deixando motoristas presos em seus veículos por horas. Caminhões e carros perderam o controle em pistas escorregadias, aumentando o número de acidentes.
O transporte aéreo também sofreu forte impacto. Centenas de voos foram cancelados ou atrasados, especialmente em aeroportos localizados nas regiões mais atingidas pela tempestade. Passageiros enfrentaram filas, remarcações e noites dormindo em terminais à espera de novas informações.



Apagão atinge mais de meio milhão de imóveis
Um dos efeitos mais graves da tempestade foi o apagão em larga escala. Mais de 500 mil casas e empresas ficaram sem eletricidade, principalmente devido à queda de árvores, postes derrubados pelo vento e sobrecarga no sistema elétrico causada pelo uso intenso de aquecedores.
Sem energia, milhares de famílias enfrentaram dificuldades para manter o aquecimento dentro de casa, o que elevou ainda mais os riscos à saúde, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
Empresas de energia elétrica trabalham em regime de emergência, mas alertam que o restabelecimento completo pode levar dias, principalmente em áreas rurais ou de difícil acesso.
Cidades em estado de emergência
Governadores de estados afetados declararam estado de emergência, permitindo a liberação rápida de recursos e a mobilização de forças federais. Abrigos temporários foram abertos para receber pessoas desalojadas, moradores de rua e famílias que perderam aquecimento em suas casas.
Hospitais registraram aumento nos atendimentos relacionados a quedas, fraturas, acidentes de trânsito e casos de hipotermia. Em algumas localidades, escolas e repartições públicas foram fechadas por precaução.
Frio extremo ainda preocupa autoridades
Meteorologistas alertam que, embora a tempestade comece a perder força em algumas áreas, o frio intenso deve continuar nos próximos dias, com risco de novas nevascas e formação de gelo nas estradas.
As autoridades recomendam que a população:
- Evite sair de casa, se possível
- Use aquecedores com cuidado para evitar incêndios
- Mantenha estoques básicos de alimentos e água
- Acompanhe os alertas oficiais de clima e emergência
Também há preocupação com novos apagões, já que estruturas elétricas seguem vulneráveis enquanto o mau tempo persiste.

Equipes de resgate, energia e defesa civil continuam mobilizadas enquanto o país tenta se recuperar dos impactos da tempestade. O número de vítimas ainda pode aumentar, e os prejuízos econômicos seguem sendo calculados.
Enquanto isso, milhões de americanos permanecem atentos às previsões do tempo, na esperança de que o pior já tenha passado mas cientes de que o inverno ainda não terminou.